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Brand & Design

Escolher para quem falar dá força à sua marca

Mensagens que tentam falar com todo mundo costumam não soar relevantes para ninguém. Este artigo explica como a escolha de um público prioritário dá precisão à comunicação e como revisar a mensagem principal a partir de necessidades, contextos e critérios de decisão.

Hends Tabanez

A primeira frase do site

Considere um cenário hipotético: você abre a página inicial da sua empresa e lê apenas a primeira frase. Pergunte a si mesmo: para quem esta frase foi escrita?

Se a resposta for "para qualquer empresa que precise de nossos serviços", provavelmente a frase descreve o que a empresa faz, mas não diz a quem ela serve nem em que situação. O visitante precisa deduzir se aquilo é para ele.

Compare com uma frase que cita um tipo de cliente, um problema e um contexto. Ela filtra: quem se reconhece continua lendo, quem não se reconhece sai mais cedo ou procura outra opção. Essa filtragem é parte do trabalho da mensagem.

Do segmento à oferta: a cadeia de relações

Definir público não se resume a escolher um setor ou faixa de porte. A escolha ganha utilidade quando se liga a quatro elementos.

ElementoPerguntaExemplo hipotético (software de gestão para clínicas)
SegmentoQuem são essas pessoas ou empresas?Clínicas de pequeno porte com um a cinco profissionais
ProblemaO que as incomoda no dia a dia?Agenda com faltas e remarcações feitas por telefone
Critério de escolhaComo comparam alternativas?Facilidade de uso pela recepção e suporte em português
OfertaQue solução a empresa propõe?Agenda online com confirmação automática e treinamento inicial

O exemplo é ilustrativo, sem relação com empresa ou produto real. A cadeia mostra que a mensagem não nasce do segmento isolado, mas da conexão entre quem é o cliente, o que o incomoda, como ele decide e o que a empresa oferece.

Como escolher um público prioritário

Algumas fontes ajudam a decidir, sem exigir pesquisa de grande escala:

Esses critérios são orientações editoriais. A decisão deve ser tomada com os dados reais de cada negócio, como histórico de vendas, retenção e margem.

Posicionar não é abandonar

Priorizar um público na comunicação não significa recusar outros clientes. A empresa pode continuar atendendo quem chega por outros caminhos. A diferença está na mensagem principal, que passa a falar com mais precisão com quem a empresa escolheu como foco.

Com o tempo, a escolha pode ser revista. Se a empresa percebe que um segundo grupo compra com frequência e tem necessidades distintas, pode criar uma comunicação específica para ele, em vez de diluir a mensagem principal.

Aplicação prática: um público, uma mensagem

Você precisará de uma lista dos últimos clientes (com setor, porte e motivo da compra), de anotações de reuniões de venda e da página inicial do site. Reserve duas horas.

  1. Liste os últimos 10 a 20 clientes e registre o que eles têm em comum: segmento, porte, situação no momento da compra.

  2. Anote o problema que levou cada cliente a procurar a empresa, nas palavras dele, quando houver registro.

  3. Anote os critérios de decisão que apareceram nas conversas: preço, prazo, facilidade, confiança, experiência no setor.

  4. Escolha um público prioritário e escreva em uma frase: quem é, qual problema enfrenta e em que contexto.

  5. Reescreva a frase principal do site para esse público, citando o problema ou o contexto.

  6. Revise a oferta e as provas. Verifique se o restante da página responde às dúvidas desse público e se as provas são relevantes para ele.

  7. Mostre a frase a clientes do perfil escolhido e pergunte se se reconhecem na descrição.

Ao final, a empresa terá uma hipótese de posicionamento para testar, e não uma conclusão definitiva.

Conexão comercial

Definir o público prioritário e a mensagem que decorre dele é parte de um diagnóstico de marca, e a HTZ realiza esse trabalho de posicionamento estratégico a partir dos clientes e das vendas da própria empresa.

Agende com a HTZ um diagnóstico da sua mensagem principal para identificar a quem o seu site fala hoje e a quem deveria falar primeiro.

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Perguntas frequentes

Posicionar a marca significa abandonar outros clientes?

Não. O posicionamento orienta a comunicação principal e as prioridades da empresa, mas não obriga a recusar quem chega de outro perfil. A empresa pode atender outros públicos e, se houver demanda recorrente, criar mensagens específicas para eles. O que muda é que a mensagem central deixa de tentar agradar a todos ao mesmo tempo.

E se meus clientes atuais forem muito diferentes entre si?

Procure o que eles têm em comum no problema ou no contexto, mesmo que os setores sejam distintos. Se não houver padrão, compare por margem, recorrência e facilidade de atendimento para decidir onde concentrar a mensagem.

Preciso fazer pesquisa formal para definir o público?

Não necessariamente. Dados de clientes, conversas comerciais e entrevistas curtas já oferecem bom material. Uma pesquisa mais ampla pode ser útil quando a empresa quer entrar em um novo segmento.