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Performance

LinkedIn Ads: como chegar às pessoas que participam da compra

Em vendas B2B (empresa que vende para empresa), raramente uma só pessoa decide. Este artigo mostra como mapear quem influencia, avalia e aprova a compra e como transformar esse mapa em um plano de campanha no LinkedIn Ads, com mensagens e critérios de qualificação para cada papel.

Hends Tabanez

Uma cena hipotética: o lead que não fecha

Considere um cenário hipotético: uma empresa de software de gestão para indústrias anuncia no LinkedIn e recebe cadastros de analistas curiosos. O time comercial liga, descobre que ninguém ali tem orçamento e a oportunidade esfria.

Meses depois, o diretor industrial da mesma empresa-alvo, que nunca viu um anúncio, escolhe outro fornecedor. A campanha alcançou gente, mas não alcançou quem aprova.

O problema nasce no desenho da campanha: ela perguntou "quantos cadastros?" e não "quem, dentro de quais empresas, precisa ser convencido de quê?".

Quem participa da compra e o que cada um precisa

Em compras complexas, vários papéis aparecem, e a mesma pessoa pode acumular dois deles. Uma divisão útil para começar:

Esses papéis variam por empresa e por produto. O exercício vale mais quando parte das últimas vendas reais do próprio negócio: quem esteve nas reuniões, quem pediu proposta, quem assinou.

Do papel ao público: o que a plataforma permite

O LinkedIn Ads permite montar públicos por características profissionais e de empresa, como função, senioridade, setor e porte da organização, entre outras opções. Também há formas de usar listas próprias de contatos ou de empresas. As opções, nomes e exigências de tamanho mínimo de público mudam com o tempo.

Por isso, antes de fechar o plano, confirme na documentação atual do Campaign Manager quais critérios estão disponíveis na sua conta e qual o tamanho mínimo de público aceito. Este artigo não cita números de plataforma porque não foi possível verificá-los em fonte oficial na data de apuração.

Duas decisões de público merecem atenção:

  1. Empresa primeiro ou pessoa primeiro. Se o mercado é pequeno e bem conhecido, parta de uma lista de empresas-alvo. Se é amplo, parta de função e setor e refine com os dados de qualificação.

  2. Público estreito demais. Um recorte muito fino pode limitar a veiculação e encarecer o aprendizado. Revise o equilíbrio entre precisão e volume.

Oferta e mensagem por etapa da decisão

A mesma oferta não serve a todas as etapas. Quem ainda reconhece o problema responde melhor a conteúdo de diagnóstico. Quem compara fornecedores procura comparativos, critérios de escolha e prova de aplicação. Quem aprova quer entender risco, prazo e custo total.

O ciclo comercial define o ritmo. Se a venda leva meses, esperar uma conversão de compra no primeiro contato gera frustração. Planeje conversões intermediárias, como baixar um material, pedir um diagnóstico ou agendar uma conversa.

Qualificação: o que conta como um bom lead

Defina, junto com o comercial, critérios antes de lançar a campanha. Em geral, combinam-se:

CritérioPergunta que responde
Perfil da empresaEstá dentro do porte, setor e região que atendemos?
Função do contatoParticipa da decisão ou pode levar o tema a quem decide?
MomentoExiste projeto, prazo ou problema declarado?
AderênciaA necessidade descrita cabe na nossa solução?

Sem esses critérios, qualquer cadastro parece sucesso e a conversa entre marketing e vendas vira discussão de opinião.

Aplicação prática: a matriz de participantes

Monte uma planilha com uma linha por papel na decisão e estas colunas:

  1. Participante: cargo ou função típica (use as vendas passadas como base).

  2. Necessidade principal: o que essa pessoa precisa resolver ou provar.

  3. Mensagem: a promessa e o argumento que respondem a essa necessidade.

  4. Oferta: o material, diagnóstico ou conversa que acompanha a mensagem.

  5. Conversão esperada: a ação que indica avanço (por exemplo, pedir diagnóstico).

  6. Critério de qualificação: o que o comercial verifica antes de contatar.

  7. Público na plataforma: os critérios de segmentação correspondentes, confirmados na documentação atual.

Preencha uma versão inicial, valide com quem vende e revise após as primeiras semanas de dados. Trate as hipóteses como hipóteses: o objetivo é aprender qual combinação de público e mensagem gera conversas comerciais úteis.

Conexão comercial

Se você quer rever quem sua campanha de LinkedIn Ads realmente alcança e como essa audiência se relaciona com as vendas, converse com a HTZ sobre o planejamento e a gestão de LinkedIn Ads, dentro do escopo contratado.

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Perguntas frequentes

Como avaliar a qualidade dos leads de uma campanha B2B?

Compare cada lead com os critérios acordados com o comercial: perfil da empresa, função, momento e aderência. Depois acompanhe o que acontece adiante: quantos viram conversa, oportunidade e venda. Qualidade se mede pelo avanço no funil, não pelo custo do cadastro.

O custo por lead (CPL, quanto se paga por cadastro) é um bom indicador?

Serve como referência de eficiência de captação, mas sozinho esconde a qualidade. Leia-o junto da taxa de avanço até oportunidade.

Devo falar com todos os participantes da compra?

Depende do ciclo e do orçamento. Comece pelos papéis que mais pesam na decisão e amplie conforme houver dados.